quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

E se te amar for pecado



Ato impensado, cigarros, bebidas e escarros,
Arrepios, passos arriscados,
Verdades mentirosas entre beijos escassos
E a imensidão profana do teu olhar devasso.

Me pega, me toma, retoma e reclama
Intitula, nomeia, submete e então remete
Adia o desejo ardido e o amor insano
Que queimam em conjunto com a tua tentação
Falsa ilusão, veneno da solidão que percorre e escorre
Que destrói e refaz o faz de conta do amor inventado
Ilustra, mente, seduz,
Na escuridão percorrida, infame reluz.

Em teus lábios ressecados, mordidos
Me sinto vendado, perdido
Preso por uma falsa luz de esperança,
Te sigo visando segurança,
Querendo teu amor e nada mais, nada mais.

Se te amar for um pecado,
Recordar cada momento e frase nostálgica
Faz de mim um pecador nato, apaixonado
Cercado por lembranças inseguras,
Teu amor passa a fazer parte de mim,
Um esquecido eu, tomado pelo culpado teu.

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