domingo, 11 de outubro de 2015

Indulgente sensação prepotente de inércia gratuita


Me inebria os sentidos,
Me venda os olhos
E faz instantaneamente falhar a língua,
Cada vez que topo contigo.

Logo eu que mal me calo,
Logo eu, tão solenemente eu,
Que pouco espero desse tal sentimento,
Popularmente tido como raro (e ralo).

Se por desacato,
Indulgência ou simplesmente,
Arrogância do dito cruel destino,
Nossos caminhos se cruzam, por que então não fala comigo?

O que te prende?
O que te limita?
O que em você, meu impensado amor
Como palavra final, teus pensamentos dita?

O que em seu olhar recluso,
Vacilante e culpado,
Ainda em mim encanta?
O que em você,
Soldado, bandido,
Covarde, astuto, oprimido
É capaz de despertar meu mais profundo interesse?

O que em você, tão frio e vago... Você,
O impede de em mim, sua presença findar?
O que em você, distante de qualquer lugar onde eu poderia estar,
Faz com que sem querer,
Eu venha a te amar?

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