terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Moooonster

Navega traiçoeiro o veleiro do medo, em águas tão negras quanto o próprio desespero que nos corações vivos por puro deleite pavor causa. Cercado pela névoa de angústia e tristeza daquele que hoje, fazem parte do mar. Entoa sua canção de mortos, criada por milhares de vozes profundas, eternizadas em sua prisão mortuária e translúcidos, quase tanto quanto a água.
 Se por puro terror o estupor do momento o pegar desprevenido, tenha em mente, marujo amigo, de que escapatória não há... Isso é, a menos que sua fé seja suficiente para todos os males trazidos por esse infortúnio, levar.
 Há quem diga que sua tripulação de almas penadas não se restringe apenas a navegantes, que ele, ó curioso e corajoso ouvinte, é por si só uma forma de purgatório e que em sua madeira negra, apodrecida pelos algores do tempo e da água mesquinha do oceano, segue a rota da morte, perseguindo toda embarcação condenada pelo destino e levando consigo toda alma que encontrar no caminho.
 Abra seus olhos e encare a realidade dos fatos, verdade ou não, quem negaria tal conto, que de tantas vezes contado por tantas bocas, tem de tudo pra ser real?

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Que descuido meu, pisar nos teus espinhos


"Se você vai tentar, vá até o fim
caso contrário, nem comece."
— Charles Bukowski.

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Essa ânsia que me invade e me toma,
Essa angústia que reclama,
É culpa de quem?
Se não há quem culpar, me diga
Explique, tente de alguma forma falar
Justifique,
Qual a razão disso
E como faço pra parar.