segunda-feira, 12 de dezembro de 2016



Inunda-se o pandemônio de insólito vazio, na cacofonia muda e surda do sentir e do saber, a consciência inoperante se ausenta totalmente e abre espaço para que todos eles (e você sabe dos quais falamos), se arrastem para fora de suas jaulas.
Eles se contorcem em uma lentidão agonizante e suja, onde a lama cria ondulações de sombras que instantaneamente tornam o ambiente escuro e pouco convidativo, é lá que reside a pior das verdades e a razão do viver, além é claro do deleite do desespero: o desejo, a inconstância e a ilusão.
O que seria do ser vivente, seja ele qual for, se não tivesse em seu mais profundo traço de personalidade e pensamentos, o desejo? A insatisfação?
É lá que eles nascem.
É lá que se proliferam.
É lá, e tão somente lá, na alma, que se tornam reais a ponto de ferirem o ser em toda sua existência, emocional, física e psicologicamente.

Matá-los antes que eles te matem, é sua missão.

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